Do Banco Livre às Stablecoins: Um Paralelo Histórico para o Dólar Americano 1/ A recente turbulência nas stablecoins nativas de criptomoedas, marcada por desvinculação e liquidações, expõe vulnerabilidades na gestão de reservas e uma falta de capacidade para lidar com "corridas bancárias". 2/ Essas vulnerabilidades são uma réplica do "wildcat banking" que ocorreu durante a "era do free banking" nos EUA. Essa era foi marcada por bancos com carta estadual emitindo notas com práticas diversas e inconsistentes, levando a descontos em cédulas circuladas fora do estado emissor e instabilidade devido a bancos fraudulentos ou com reservas insuficientes. 3/ Para que as stablecoins nativas de criptomoedas cresçam, seu desenvolvimento futuro deve aproveitar a transparência e imutabilidade possibilitadas pelas tecnologias blockchain para mitigar riscos associados à falta de confiança e investimentos de alto risco. 4/ A evolução das stablecoins nativas de criptomoedas instáveis para stablecoins reguladas (como as da Lei GENIUS) está em paralelo à Era Nacional dos EUA que acabou com o freebanking e espera-se que traga mais estabilidade. 5/ Curiosamente, as stablecoins em USD reguladas offshore podem correr o risco de entrar em uma nova "era do banco livre", já que vários emissores de stablecoin regulados por diferentes jurisdições emitirão stablecoins em USD seguindo diferentes requisitos regulatórios e níveis de fiscalização. #stablecoin #bank